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Homenagem a uma grande Amiga



O ROSTO DA FOME

Que vergonha,
O rosto da fome
Tem olhos de criança,
Pele macia e mãos pequeninas,
E traja o presente
Com a cor da esperança
Que os seus olhos vestem dia-após-dia.
Esquecido e calado, vagueia à deriva,
Pela sorte enferma que lhe chora a vida.
Nas mãos, um punhado de restos
Tão mudo e tão mouco…
E o que sobra e que fica
É uma sombra oriunda
Da cegueira de todos!
Que vergonha,
O rosto da fome
Tem olhos de criança!
13/08/2011
Ana Martins

2 convidados:

Ana Martins disse...

Boa tarde, Luís!
Muito obrigada por transcrever aqui o meu poema!

Beijinho,
Ana Martins

Luis disse...

Minha Querida Amiga Ana Martins,
Se fiz esta homenagem é porque a merece! E como se diz na gíria "ponto final, parágrafo!"
E ainda tem um condão - é das raríssimas pessoas que aqui vieram ter uma atenção! Isso agradeço penhoradamente!
Beijinhos muito amigos.

Volte sempre...foi um prazer!


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